terça-feira, 31 de março de 2015

Coleção Brasil Colonial, org. João Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa



Recebi da Editora Civilização Brasileira a coleção Brasil Colonial, composta de três volumes compreendendo 1443-1821, organizados pelos grandes historiadores João Fragoso (UFRJ) e Maria de Fátima Gouvêa (UFF). As obras reúnem diversos estudos que abrangem a totalidade do que foi o Brasil Colonial, da “descoberta” portuguesa ao complexo desdobramento de suas estruturas políticas e sociais. O primeiro volume aborda a situação Européia, as navegações e conquistas, bem como o papel desempenhado pelos indígenas e escravos na construção do Brasil e suas relações de guerra, aliança, catequese e aldeamentos.  O segundo volume trata da União Ibérica, as invasões holandesas, o Nordeste açucareiro, cultura e organização político-administrativa. O terceiro volume aborda as diversas perspectivas da monarquia, as reformas políticas, militares e econômicas, com artigos incríveis sobre a elite das senzalas, inconfidências e conjurações e a transmigração da família real portuguesa.

A Coleção Brasil Colonial é uma obra completa, que abrange as grandes discussões historiográficas sobre o período, sendo uma excelente ferramenta de estudo e pesquisa para estudantes de histórias, historiadores e os interessados em compreender a dinâmica de construção do Brasil. De fato, olhando o passado com suas estruturas e mentalidades conseguimos entender melhor o presente, bem como nossas “heranças” culturais que explicam o funcionamento e a dinâmica atual.


Em breve vou postando as resenhas sobre os capítulos lidos. A boa notícia é que a Editora Civilização Brasileira disponibilizou a Coleção para sortear aqui no blog! Algum sortudo vai ganhar a obra completa e adquirir esses livros que são para a vida toda. Longe de serem obras mastigáveis, a Coleção Brasil Colonial é para ser lida e relida sempre, pois a cada leitura uma nova perspectiva se abre. 

1.       Residir em território nacional;
2.       Curtir a Fanpage da Editora Civilização Brasileira, clicando aqui;
3.       Preencher o formulário abaixo.

O resultado sai no dia 23 de Abril. Boa sorte! Não se esqueçam de cumprir as regras! 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Novo sorteio "A Era das Revoluções"

Querides, como a ganhadora do livro "A Era das Revoluções" não respondeu ao e-mail com os seus dados vamos fazer outro sorteio! Espero sinceramente que desta vez o sortudo responda! :)

Foram 82 inscrições. E o novo número é....




Parabéns, Igor! Você tem 72h para responder meu e-mail com seus dados de envio, ok?
Obrigada a todos que participaram!

Um beijo,

segunda-feira, 23 de março de 2015

Resultado do Sorteio "A Era das Revoluções"

Olá, querides!
Hoje sai o resultado do Sorteio "A Era das Revoluções", do historiador Eric Hobsbawm, da Editora Paz & Terra. Foram 83 participações.

E o número sorteado foi.....



E a sortuda foi....


Parabéns, Luciana! Você seguiu as regras direitinho, agora é só responder meu e-mail com o endereço de entrega. Caso a sorteada não responda em até 72h um novo sorteio será realizado.

Obrigada a todos que participaram! Obrigada a Editora Paz & Terra!

Um beijo,
Flor

quinta-feira, 12 de março de 2015

Desdobramentos do tempo: uma reflexão sobre escolhas



Não nos é possível acessar o corredor do passado e entrar em cada porta dos acontecimentos para fazer as coisas diferentes. Seria mágico, seria incrível, mas não faz parte da nossa natureza transitar pelo tempo. Se listássemos com sinceridade tudo o que gostaríamos de fazer diferente, e se de fato tivéssemos a oportunidade de consertar essas escolhas teríamos uma vida nova. Já que somos atados quanto ao passado e ao futuro, resta nos momentos de lazer o deleite da literatura, ou do cinema, onde tudo é mágico e possível. 

Entretanto, na vida real também existe um corredor com muitas portas, porém não sabemos o que está além delas e nossas escolhas nos fazem escolher uma dentre tantas outras. Essa é mágica do tempo presente. Não podemos mudar o passado, não podemos olhar o futuro, mas temos ao nosso alcance, em tempo real, muitas portas que podem nos levar a diversas dimensões.

Todas as dimensões são desdobramentos das nossas escolhas. Escolhas essas que parecem tão irrelevantes no fluxo dos dias, mas que determinam a vida que temos hoje. O lugar onde estamos agora é fruto de uma escolha, seja ela assertiva, ou não. Mas enquanto estamos vivos podemos entrar por qualquer porta e fazer tudo novamente, diferente, se tivermos fôlego e coragem.

Em cada porta há um caminho que construímos com o próprio ato da caminhada, por isso é importante saber para onde estamos indo, o que estamos buscando. Acho que foi Platão quem disse que uma vida não questionada não merece ser vivida. Não quero dizer com isso que precisamos ser obcecados por metas e que não podemos parar distraídos para contemplar a paisagem. Contemplar é bom, dar pausas é necessário, respirar é fundamental, só não podemos perder de vista aquilo que faz vibrar todos os dias o nosso coração, que é o combustível para permanecermos de pé num mundo completamente doente. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

A Era das Revoluções (I)



Recebi da Editora Paz & Terra, parceira do blog, o livro do historiador Eric Hobsbawm, “A Era das Revoluções”, que compreende o período 1789-1848. Leitura indispensável para estudantes, historiadores e os ávidos por conhecimento. Para começar a apresentação do livro achei indispensável começar pelo primeiro capítulo, que torna claro os conceitos principais no qual Hobsbawm irá conduzir a narrativa. As revoluções como sugere o próprio título é ponto de partida para se compreender as mudanças sociais, sendo a Revolução Francesa e Revolução Industrial os principais motores que impulsionam a sua trajetória historiográfica.

Caminhando através de uma perspectiva cronológica, o autor ressalta o principal aspecto que norteava a Europa na década de 1780: ele era um mundo menor e maior simultaneamente, já que as sociedades conhecidas na época não eram tantas, a comunicação era dificultosa e cheia de obstáculos, o que o tornava menor. Em contrapartida, ele era maior justamente pelo mesmo motivo – ainda havia muito que explorar e conhecer.  Ainda dentro de um modelo predominantemente rural, onde a economia do campo era a força motriz das relações.  “E o ponto crucial do problema agrário era relação entre os que cultivavam a terra e os que a possuíam, os que produziam sua riqueza e os que acumulavam.” (HOBSBAWM, 1977, p. 38). O que tornava o trabalhador do campo em condições de servidão, com uma escassa liberdade e autonomia.

Foi a Inglaterra que conseguiu levar o desenvolvimento agrário a uma produção capitalista, onde surgem as primeiras classes de empresários agrícolas, enquanto grande parte da Europa ainda padecia de técnicas suficientes, mesmo que houvesse uma melhoria na agricultura. O século XVIII não foi de estagnação econômica, pelo contrário, crescia as atividades manufatureiras, crescia o comércio marítimo - o poderio colonial usurpava da riqueza de suas colônias e traziam de volta para a Europa. Os homens buscavam se libertar das tradições da Idade Média, consideradas ignorantes, e a liberdade, igualdade e fraternidade era o slogan, que depois foi apropriado pela Revolução Francesa: mas os ideais já tinham sido expostos. Eric Hobsbawm, neste primeiro capítulo trata da complexidade de se definir o Iluminismo e usa da cautela para não induzir nos seus leitores o senso comum de que o período iluminista representa de fato uma ruptura de mentalidade.

A classe média e instruída e as empenhadas no progresso quase sempre buscavam o poderoso aparelho central de uma monarquia “iluminada” para levar a cabo suas esperanças. Um príncipe necessitava de uma classe média e de suas ideias para modernizar o seu Estado; uma classe média fraca necessitava de um príncipe para quebrar a resistência ao progresso, causada por arraigados interesses clericais e aristocráticos. (HOBSBAWM, 1977, p. 51)

Este era o mundo às vésperas da dupla revolução, onde os britânicos conseguiram ser os pioneiros devido a sua estrutura social pré-industrial, e a partir daí a Europa estava pronta para se tornar o espelho do mundo e a principal hegemonia a exercer o domínio sobre a humanidade. (Parece exagero, mas não é. Mesmo que temporariamente.) Na próxima resenha falaremos sobre a Revolução Industrial. 
Enquanto isso, participe do sorteio do livro clicando aqui! 




segunda-feira, 9 de março de 2015

A queda de Napoleão



Escrito pelo historiador e professor da Sorbonne, Jean-Paul Bertaud, o livro “A queda de Napoleão”, da Editora Zahar, recria de forma esplendorosa o clima da França nos três últimos dias de seu Império e somos transportados, assistimos de forma quase fílmica o desembaraço político francês de 1815. A narrativa transcorre de forma leve e nada acadêmica, o que não significa que a história foi romanceada, já que todo o material é produzido através de documentos.

Com sucessivos fracassos nos campos de batalha, o exército estava completamente desmotivado e sem forças para continuar, paralelamente a Câmara dos Representantes já tem como certo o fracasso de Napoleão e começa a movimentação para realizar Golpes de Estado e apoiar a dinastia dos Bourbon. Obviamente que este clima também contagia a sociedade civil. Napoleão cogita a dissolução da Câmara para impor uma ditadura da salvação francesa, mas nem mesmo o soberano tem forças e apoio suficiente para se instalar este regime político. Ele tenta um recrutamento em massa, mas teme armar o povo tão instável, que pode se voltar contra ele. Pânico e desordem marcam os 3 últimos dias que antecedem a queda do Império Napoleônico.  Os realistas afirmam: “Se Buonaparte não tivesse vindo conspurcar nosso solo, estaríamos em paz com a Europa.” O imperador encara esta falta de apoio como sua própria culpa, já que acostumou os franceses à vitória e no primeiro sinal de fracasso logo viram as costas.

Os partidários de Luiz XVIII se mobilizam e espalham cartazes pelas cidades maldizendo o imperador. Todos esperavam que Napoleão renunciasse ao seu cargo, mas a incerteza de quem poderia ocupar o seu lugar é uma questão de calorosas discussões e impasses e o medo uma acompanhante constante, já que com a instabilidade política e social uma guerra civil poderia ser facilmente empreendida, o que acarretaria numa crise ainda mais profunda.

Mesmo com todas as tentativas de Napoleão em fortificar seu poderio militar e contornar as intrigas que transbordavam na Câmara dos Representantes, nada disso foi suficiente.  A queda do seu Império já estava selada e nós, leitores, temos a oportunidade incrível de assistir de forma tão intimista este momento histórico tão importante para Ocidente neste relato eletrizante do historiador Jean-Paul Bertaud.


Para conhecer  e comprar o livro, acesse aqui. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Quem tem medo de mudar?



Eu nunca tive medo de mudanças. Na verdade sempre fui movida por elas e quando tudo parece estável demais me dá uma vontade enorme de construir outro caminho. Minha natureza é nômade, não tenho medo de sair de uma cidade para morar em outra, não tenho medo do desconhecido e fico muito instigada quando me deparo com essas surpresas. Eu tenho muita sede e guardo dentro de mim impulsos muito altos, que me torna capaz de fazer grandes mergulhos.

Para mudar qualquer coisa é preciso coragem, pois ela requer fazer escolhas. E quando fazemos escolhas precisamos deixar outras coisas de lado e daí advém o medo de que o que rejeitamos possa se apresentar lá na frente como a melhor opção. Para seguir um caminho é preciso abandonar outro. Talvez isso explique porque as pessoas que alcançam certa estabilidade na vida tenham mais dificuldade, mais medo de correr riscos.

Mudanças podem ter erros, podem ter acertos, são sempre novas possibilidades de se fazer algo diferente. Já mudei tantas vezes de casa, cor de cabelo, opinião, de estado de espírito que nenhuma mudança pra mim é um monstro, pelo contrário, é um presente de começar tudo de novo e ser feliz de outra forma. Mudanças podem ser opcionais ou fundamentais dependendo do ciclo de cada um.

O meu medo é da estagnação, da inércia, da mesmice dos dias, das águas paradas, dos móveis no mesmo lugar a vida inteira, do mesmo corte e cor de cabelo, da prisão das opiniões, o cárcere nosso de cada dia que construímos sem perceber. Eu preciso de frio na barriga, de emoção. Isso me torna mais criativa, mais preparada para explorar meus talentos e aguça minha capacidade de buscar novas soluções. A zona de conforto é o lugar mais desconfortável pra mim. De verdade, não procuro uma vida estável, e sim todas as coisas que possam tornar minha existência a mais nômade e itinerante possível. É claro que isso não é a melhor opção para todo mundo, mas é pra mim e esse é o meu combustível, se não fosse pela possibilidade de começar tudo de novo eu jamais teria feito, nem conquistado nada.

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Está rolando o Sorteio em parceria com a Editora Paz & Terra do livro "A Era das Revoluções", do historiador Hobsbawm! Clique aqui para participar! 


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Sorteio do Livro A Era das Revoluções - Hobsbawm - Ed. Paz & Terra



Como vocês bem sabem, o blog tem uma parceria linda com a Editora Paz & Terra, que além de ter um acervo ótimo de História e Educação ela está sempre enviando livros e disponibilizando para sortear por aqui. 

Semana passada recebi "A Era das Revoluções", de um dos maiores historiadores da atualidade Eric Hobsbawm.  O livro compreende nas grandes transformações ocorridas entre o período de 1789 - 1848,  com destaques para a Revolução Industrial e a Revolução Francesa e seus principais desdobramentos ao longo do processo histórico.  É um livro denso, rico e essencial para quem se interessa por História, já que proporciona uma viagem no tempo. Suas observações são muito bem argumentadas e traça um panorama histórico completo sobre o período, permitindo uma maior compreensão do tempo presente. 


Vou começar na próxima semana a postar as resenhas sobre o livro, já que ainda estou no inicio da caminhada e completamente presa na sua narrativa. Mas, como não me aguento, quero logo abrir o sorteio do livro aqui. 


Para participar do sorteio você precisa:


1. Residir em Território Nacional;

2. Curtir a Fanpage da Editora Paz & Terra, clicando aqui. 
3. Preencher o formulário abaixo. 

O resultado sai no dia 23 de Março de 2015.  Boa sorte! 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tente ser uma pessoa melhor todos os dias



Ontem fui dormir com uma notícia pesada de uma morte. Custei a adormecer, rolei para todos os lados da minha cama, pensando, refletindo sobre a dor, a incompreensão e como somos pessoas egoístas, não olhamos para o lado, não enxergamos a dor do outro e não ajudamos.

Acordamos e não tentamos ser uma pessoa melhor. Continuamos mesquinhos. Não abraçamos as pessoas. Elas passam na nossa frente e nós somente a cumprimentamos. Elas ligam e nós não atendemos. Quando atendemos fazemos o conveniente, o programado. Não provocamos profundidade nas relações, isso é ruim.

Entre as tentativas de adormecer fiquei pensando que precisamos tentar ser pessoas melhores todos os dias para amenizar a ruindade, as diferenças que assolam o mundo. Precisamos fazer um exercício constante de olhar o outro, de observá-lo, para tentarmos em nossa pequenez fazer a diferença na vida de alguém, muitas vezes basta uma palavra ou um gesto certeiro. Em alguns momentos, ciclos ou dias da nossa vida vivemos de forma tão mecânica que esquecemos o quanto podemos tornar a vida especial e importante.

Chega de abraços rasos, conversas sobre a meteorologia. Chega de ressaltar as diferenças que há entre as pessoas. Viva a generosidade, o afeto, a humildade, a leveza, a fraternidade, a responsabilidade.

Olhe o outro, faça por ele. Não viva sua vida girando no raio do seu umbigo, não maximize sua dor, suas necessidades. Aprenda a equilibrar isso.