quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Resultado do sorteio do livro Cadeia: relatos sobre mulheres.

Primeiramente gostaria de pedir desculpas por não ter realizado o sorteio no prazo. Tive uma série de problemas pessoais que me impediram de cumprir com este compromisso.

São dois exemplares do livro Cadeia: relatos sobre mulheres, da Débora Diniz, Editora Civilização Brasileira. A obra trata do cotidiano de mulheres encarceradas: seus dilemas, suas agonias, a história sofrida de suas vidas com suas próprias vozes. 

Antes tarde do que nunca, vamos ao resultado.   Foram 79 participações.






Parabéns, Natália e Tatiane! Fico no aguardo do endereço de vocês para fazermos a entrega.

Até a próxima! 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Uma montanha russa chamada: maternidade.



Hoje quero escrever sobre maternidade e como as coisas se transformam quando embarcamos nessa montanha russa que é amar, cuidar e educar outro ser humano. Os ciclos de mudanças existem para todo mundo, vivendo a maternidade ou não. Muitas são as vias da existência e crescimento pessoal, a maternidade não faz ninguém mais especial por que está vivendo ela. Depois que minha filha nasceu passamos por muitos baixos e altos, nesta ordem, pois foi exatamente assim.  Hoje, na plenitude de ser mãe vejo o quanto minha filha e as situações que vivemos juntas proporcionaram a mim um engrandecimento pessoa incomensurável. Vou pontuar algumas:

1.       Minhas decisões precisam ser pensadas. Aquele impulso instintivo deu lugar a reflexões antes de tomar uma atitude. Obviamente que as coisas eram mais fáceis do que atualmente e as mudanças requisitavam apenas, coragem. Hoje eu preciso de coragem e planejamento.

2.       Apesar da vivência negativa do puerpério, com a fragilização do meu corpo, veio a crise de identidade “quem sou eu”, um peito?! Uma mãe?! Eu mesma?! E quando isso passa o que eu vi foi nascer outra mulher, mais empoderada, com a autoestima no seu lugar, mais madura, objetiva, prática e bem resolvida com o mundo, sem vergonha, sem medo de ser quem eu sou, sem medo das mudanças, sem medo dos julgamentos dos outros. Foi-se embora junto com a menina que eu era as picuinhas, as pequenas coisas mal resolvidas, o ciúme, o sentimento de posse e de querer controlar todas as coisas ao redor. A maternidade me deu a sabedoria de desfazer os próprios nós que eu criei ao longo dos anos.

3.       Uma das coisas que mudou com a maternidade foi a necessidade de me afastar dos tóxicos: pensamentos tóxicos, pessoas tóxicas e situações tóxicas. Minha vida inteira foi permeada por pessoas, em diferentes esferas e ocasiões, que tentaram e tentam me ridicularizar e me diminuir. Só que eu passei a me amar tanto, a me aceitar tanto, que o espaço para esses discursos e pensamentos opressores diminuiu. Não que eles não existam mais, quando em vez aparece alguém para me xoxar. Seja a forma como eu me posiciono na vida e nas lutas sociais, seja meu batom azul, meu cabelo laranja, o fato de que hoje eu tenha uma dependência maior com meu companheiro, por não  poder/conseguir atualmente trabalhar fora e viver de freelas em decorrência da maternidade. Sempre tem alguém para te criticar, te diminuir e socar sua autoestima, mas eu estou tão bem resolvida comigo que isso me afeta muito pouco, ou quase nada. Só machuca mesmo quando vem de alguém que você nutre muito afeto.

4.       Outro ponto que foi muito importante na minha vida pós-maternidade foi a retomada dos estudos. Com o nascimento dela ficou muito claro que eu precisava fazer outra coisa profissionalmente, algo que eu sentisse prazer, satisfação de fazer e em meio a tantas reflexões e assimilações com coisas que aconteceram no passado me aventurei numa nova graduação no qual foi a amor a primeira vista: História, licenciatura. Ali pude vislumbrar realmente a junção dos meus potenciais com meus sonhos. Se ela não tivesse nascido bem provável que eu estaria na mesma situação, cansada de fazer o que eu fazia, porque não era aquilo e resignada. A maternidade me deu potência, já que nunca quis que o fato de ser mãe me impedisse de fazer escolhas autônomas, ainda que elas sejam mais difíceis. Ao longo dos 10 anos de relacionamento com meu companheiro sempre dividimos tudo na sua devida proporção e mesmo que atualmente minha contribuição financeira não seja a mesma dos anos anteriores isso não me culpabiliza.


5.       A verdade de ser quem eu sou, sem medo de ser quem eu sou, com a bagagem de todos os erros, os acertos, os processos e transmutações que eu passei que me ajudaram a tornar a pessoa de hoje: incrivelmente menos egoísta, mais altruísta, mais sensível, ainda que isso signifique não deixar as pessoas pisarem em mim. Em dois anos e meio fui remodelando todas as minhas relações: com meu companheiro, com meus amigos, com minha família. Buscar novas configurações para se relacionar conjugalmente, o que salvou nosso casamento em meio tantas crises e mudanças. Parar de exigir dos amigos a presença que você também nunca deu e compreender as limitações de cada um. Com a família a valorizar quem está perto de você – mesmo longe, quem se preocupa, quem se importa, quem nutre afeto, quem participa, quem luta, sofre, sorri e comemora junto. Família não é parente, nem parente é família. Os laços afetivos, todos eles são construções sociais regadas de respeito, empatia, amor e unidade na diversidade.

Por tudo isso e muito mais que sou muito grata a filha que tenho, que mesmo tão pequena já me proporcionou transformações tão substanciais que eu só tenho a agradecê-la por isso. 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Sorteio do livro "Cadeia: relatos sobre mulheres", Débora Diniz



Terminei de ler esta semana o livro Cadeia: relatos sobre mulheres, da Débora Diniz, Editora Civilização Brasileira. O livro reúne histórias diversas de mulheres muito parecidas entre si no contexto prisional feminino.  É um mergulho dentro de um universo que causa desconforto, causa um incômodo, mas extremamente necessário para vislumbrar outras realidades que nos escapam.  As cinqüenta histórias ali presentes são reais, de mulheres, sobretudo pobres, negras e pardas, que não tiveram acesso a educação e dependentes de alguma droga – esse é o retrato comum que abrange quase todas as presidiárias.

Cadeia: relatos sobre mulheres é um livro que dá voz a essas mulheres marginalizadas, onde as vemos cruas, com suas vivências desnudas de todo o aparato acadêmico e científico, afastado do formato de reportagem. São elas mesmas e suas vozes com suas questões embaraçosas que tornam o livro inquietante e nos faz devorá-lo em pouco tempo.

O que a autora faz é fugir de toda a metodologia usual para trabalhar com relatos de prisioneiras. Débora Diniz apenas ouve silenciosamente suas histórias, sem fazer perguntas ou questioná-las, e é isso que torna o livro especial, pois cada pedaço de vida exposto ali é natural, ainda que carregue nas arestas particulares de cada relato sua tragédia, sua ironia, sua indignação, seu sofrimento.

A Editora Civilização Brasileira disponibilizou dois exemplares para sortear aqui no Blog. A dinâmica é igual aos demais sorteios que realizo por aqui: 
Residir em território nacional
Curtir a Fanpage da Editora Civilização Brasileira, clicando aqui; 
 Preencher o formulário abaixo.

O resultado sai no dia 24 de Novembro. Boa sorte! Não se esqueçam de cumprir as regras! 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Resultado do Sorteio "Problemas de Gênero", Judith Butler

Olá, querides!
Fiquei muito feliz com o sucesso do sorteio do livro "Problemas de Gênero", de Judith Butler.  Foram 225 participações.

A Editora Civilização Brasileira liberou dois exemplares e os sortudos são:





Parabéns, Juliane e Thiago! Vocês cumpriram as regras e agora fico no aguardo do endereço para efetuarmos as entregas. Os sorteados têm 72h para responder nosso e-mail, caso contrário, realizaremos um novo sorteio.

Fiquem ligados na minha página, pois em breve teremos outros sorteios dos títulos da Editora Civilização Brasileira.

Um beijo,
Flor,

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sorteio do Livro "Problemas de Gênero: Feminismo e subversão da identidade", Judith Butler



Recebi da Editora Civilização Brasileira o livro “Problemas de Gênero”, da filósofa Judith Butler, um clássico para nos ajudar a desnaturalizar o conceito de gênero. A obra é uma leitura desafiadora e convida o leitor a desconstruir tudo àquilo que ele entende por sexo, gênero, corpo e as diferenças entre homem e mulher, dando fim a lógica da estrutura binária que empurra os indivíduos para uma heterossexualidade compulsória e colocando a questão do gênero como sendo um problema muito mais político do que do sexo.

A sexualidade e o sexo, entendidos pelo senso comum como uma espécie de verdade natural e biológica, também são construções do discurso e possuem suas próprias historicidades. A performatividade entre oposições binárias, como macho x fêmea, vagina x pênis é mantido pela ordem que força a construção de sexos fixos, o que acaba por marginalizar e oprimir xs sujeitxs que não se sentem contemplados dentro desta estrutura, o que é o caso das transexuais e travestis, ainda que existam outras possibilidades de subversão da ordem compulsória.

“Somos obrigados, em nossos corpos e em nossas mentes, a corresponder, traço por traço, à idéia de natureza que foi estabelecida para nós [...] ‘homens’ e ‘mulheres’ são categorias políticas, e não fatos naturais.”

Os padrões estipulados socialmente moldam os comportamentos de forma violenta e quando Judith Butler diz que os gêneros são performativos isso quer dizer que ninguém pertence a um gênero desde sempre e que a heteronormatividade acaba por tentar nos enquadrar (mas nós vamos resistir!) em nossos lugares de gênero.

As pessoas desviantes em suas apresentações de gênero estão subvertendo a imposições sócio-culturais sobre os corpos e apresentando novas possibilidades de ser no mundo, e que estão longe de ser encaixar nessas operações categóricas de generalização do corpo.  Além do repertório teórico sobre os problemas de gênero que provocam a normatividade, a obra de Judith Butler é uma proposta de resignificação da sexualidade que transcende os padrões da matriz heterossexual.

Para a nossa alegria a Editora Civilização Brasileira disponibilizou dois exemplares para sorteio aqui no Blog. Para participar você deve:
1.       Residir em território nacional;
2.       Curtir a Fanpage da Editora Civilização Brasileira, clicando aqui;
3.       Preencher o formulário abaixo.

O resultado sai no dia 5 de Outubro. Boa sorte! Não se esqueçam de cumprir as regras! 

(Precisei alterar a data do sorteio, pois no dia 30 de Setembro estarei viajando fora da área de cobertura)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Como se irritar menos com as pessoas?



Pessoas inoportunas, implicantes, intrometidas, difíceis de um modo geral estão por toda parte. E com certeza todos nós (ou a maioria) fazemos parte desse grupo seja lá qual for a chatice que nos acomete.  É praticamente um exercício lidar com as diferenças das pessoas. Nós nos esforçamos, relevamos as obtusidades alheias sabendo que a tolerância é uma ótima atividade inclusive para o nosso autoconhecimento.  Compreender as motivações para as pessoas serem exatamente como são  não é uma tarefa fácil, geralmente você observa de longe a carência, a necessidade de chamar a atenção.

Para quem tem redes sociais são tempos difíceis. Parece que só tem gente pentelha.  Você posta uma coisa, que não é indireta para ninguém, e aparecem uns 10 atingidos, afetados, feridos, que começam a destilar seu veneno.  Já estamos tão acostumados a ler uma enxurrada de indiretas no facebook (que certamente não são para você) que se criou um clima de que qualquer coisa que você escreva foi com o propósito de apontar o dedo para o outro. Muitas vezes são só postagens pedagógicas para descortinar um outro lado pouco observado ou ignorado.  Mas há quem se sinta tão importante a ponto de achar que tudo o que você escreve é uma provocação pessoal.  O espetáculo começa, as desavenças ganham território, salve-se quem puder.

É até normal que as pessoas tenham desconfianças das outras pelo fato de vivermos em ambientes extremamente competitivos. Mas todo o cuidado é pouco para não tornar isso uma obsessão. Porque as pessoas que se encaixam neste perfil são implicantes, vão encontrar cabelo no dente da tartaruga, pois são tão obcecadas por si mesmas que acreditam piamente que o mundo gira em torno do seu umbigo e ai começa o filme de terror.  A mania de perseguição é o protagonista, o que evidencia um problema de autoestima, pois fixa a idéia de que as pessoas não gostam dela. (Sim, é dialético).

Qualquer dia vou fazer uma manual de como lidar com pessoas chatas e implicantes. O pré-requisito é paciência, qualidade básica que eu não tenho e preciso trabalhar.  Como eu também devo aprender, deixo aqui uma leitura (que eu estou fazendo) para ver se melhoro em alguma coisa, porque está difícil lidar com pessoas implicantes e imaturas. 

Como se irritar menos com as pessoas: http://pt.wikihow.com/Se-Irritar-Menos-Com-as-Pessoas

Lembre a si mesmo que pessoas irritadas são irritantes 




quinta-feira, 23 de abril de 2015

Resultado do Sorteio: Coleção Brasil Colonial

Querides,
Chegou o grande dia de realizar o sorteio da Coleção Brasil Colonial, de João Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa, da Editora Civilização Brasileira! Agradecemos a todos que participaram e desejamos boa sorte!

Foram 91 inscrições! E o número sorteado foi....


E o sortudo é:


Parabéns, Herlaine!!!

Agradeço a todos que participaram e nos vemos no próximo sorteio!

Um abraço,
Flor

terça-feira, 31 de março de 2015

Coleção Brasil Colonial, org. João Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa



Recebi da Editora Civilização Brasileira a coleção Brasil Colonial, composta de três volumes compreendendo 1443-1821, organizados pelos grandes historiadores João Fragoso (UFRJ) e Maria de Fátima Gouvêa (UFF). As obras reúnem diversos estudos que abrangem a totalidade do que foi o Brasil Colonial, da “descoberta” portuguesa ao complexo desdobramento de suas estruturas políticas e sociais. O primeiro volume aborda a situação Européia, as navegações e conquistas, bem como o papel desempenhado pelos indígenas e escravos na construção do Brasil e suas relações de guerra, aliança, catequese e aldeamentos.  O segundo volume trata da União Ibérica, as invasões holandesas, o Nordeste açucareiro, cultura e organização político-administrativa. O terceiro volume aborda as diversas perspectivas da monarquia, as reformas políticas, militares e econômicas, com artigos incríveis sobre a elite das senzalas, inconfidências e conjurações e a transmigração da família real portuguesa.

A Coleção Brasil Colonial é uma obra completa, que abrange as grandes discussões historiográficas sobre o período, sendo uma excelente ferramenta de estudo e pesquisa para estudantes de histórias, historiadores e os interessados em compreender a dinâmica de construção do Brasil. De fato, olhando o passado com suas estruturas e mentalidades conseguimos entender melhor o presente, bem como nossas “heranças” culturais que explicam o funcionamento e a dinâmica atual.


Em breve vou postando as resenhas sobre os capítulos lidos. A boa notícia é que a Editora Civilização Brasileira disponibilizou a Coleção para sortear aqui no blog! Algum sortudo vai ganhar a obra completa e adquirir esses livros que são para a vida toda. Longe de serem obras mastigáveis, a Coleção Brasil Colonial é para ser lida e relida sempre, pois a cada leitura uma nova perspectiva se abre. 

1.       Residir em território nacional;
2.       Curtir a Fanpage da Editora Civilização Brasileira, clicando aqui;
3.       Preencher o formulário abaixo.

O resultado sai no dia 23 de Abril. Boa sorte! Não se esqueçam de cumprir as regras! 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Novo sorteio "A Era das Revoluções"

Querides, como a ganhadora do livro "A Era das Revoluções" não respondeu ao e-mail com os seus dados vamos fazer outro sorteio! Espero sinceramente que desta vez o sortudo responda! :)

Foram 82 inscrições. E o novo número é....




Parabéns, Igor! Você tem 72h para responder meu e-mail com seus dados de envio, ok?
Obrigada a todos que participaram!

Um beijo,